Do Diário do Centro do Mundo – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi alvo de críticas pela Operação Carnaval, que mobilizará policiais militares e civis armados e à paisana em meio às multidões no estado.

A deputada estadual Thainara Faria (PT) classificou a medida como “grave”, uma vez que é um “direito constitucional da população saber que um indivíduo está a serviço da polícia, além de mais funcional para a segurança pública”, escreveu em suas redes sociais. “Se o patrulhamento será disfarçado, devemos também nos preocupar com a segurança dos próprios agentes”, completou.

“Escondê-los no meio de milhares de pessoas não traz nenhuma garantia de segurança”, disse a parlamentar.

Adilson Paes de Souza, oficial da reserva da Policia Militar do Estado de São Paulo‌ (PM-SP), acrescentou que o emprego de policiais militares à paisana fere princípios constitucionais da atuação desse tipo de corporação no país.

“A atuação da polícia militar, pelo o que está na Constituição, se deve dar na prevenção e pela forma ostensiva. Ou seja, pelo uso de uniformes, de farda”, afirmou. “A ideia é impedir que os delitos aconteçam através da presença do policial fardado.”

Souza também disse que a infiltração de policiais armados e à paisana em aglomerações cria riscos a todos, inclusive aos policiais. Segundo ele, um folião não saberá se está sendo abordado por um PM ou algum bandido se passando por PM no Carnaval.

Ele destacou ainda que a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ampliou a autorização para posse de armas por civis. Ao ser abordado por um policial à paisana, um folião confuso, em tese, pode reagir e usar sua arma particular contra o agente de segurança.

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