Hoje Natália Bonavides publicou um vídeo no seu instagram cantando “Espumas ao Vento”, canção imortalizada na voz de Fagner.
O vídeo foi leve, teve um bom engajamento e uma ótima repercussão.
Não há dúvidas de que Natália tem qualidade para fazer debates aprofundados, o que se demonstrará na campanha, mas precisa também de conteúdos mais leves, não relacionados a política.
Esse tipo de conteúdo a aproxima das pessoas, que passam a ver que ela não é aquele “papa figo comunista” que a blogueiragem bolsonarista prega.
O vídeo me fez lembrar de uma fala do colega Gustavo Destemperado Negreiros sobre uma entrevista concedida por Natália à Rádio 96 Bolsonarista FM (+ som + conteúdo + antipobre).
Gustavo disse que ficou assustado com o carisma e a simpatia da deputada, com o modo como ela conquistou os presentes na rádio e guiou a entrevista.
Gustavo ficou com medo por perceber que Natália não é aquela que ele queria que fosse: um “papa figo comunista”.
O canto de Natália faz a direita se cagar.
Não há nada que eles temam mais do que uma Natália leve, que prove em poucos minutos que é mentirosa a imagem que a direita vem construindo dela há anos.
Ouso revisar a famosa cena da Odisséia, em que Ulisses manda que seus marinheiros o amarrem, para não ceder à beleza do canto das sereias.
Se fosse escrita hoje em Natal, a cena seria a blogueiragem bolsonarista potiguar amarrada em agonia diante do sorriso de Natália.
Na grécia antiga, o medo era da morte.
Na Natal de hoje, o medo é de ser conduzido a amar a democracia, a defender políticas públicas de qualidade para a capital e a abandonar o antijornalismo aprendido na EBOLA (Escola Bolsonarista de Antijornalismo).