Não sou um esquerdista católico, sou um católico de esquerda.

Primeiro sou católico; depois, de esquerda.

Compreendo que missão da Igreja, embora tenha repercussões políticas, não é uma missão política, muito menos partidária.

Por isso, luto contra a instrumentalização política da Igreja Católica, tanto à esquerda, quanto à direita.

Como católico, respeito a autoridade apostólica de Dom João, independentemente da concordância com sua visão pastoral, porque quem representa a Igreja no território da arquidiocese de Natal não são os padres, mas o arcebispo, que delega sua autoridade aos padres.

Particularmente, fico feliz por saber que Dom João não tem compromissos políticos ou partidários e veio para moralizar e corrigir diversos vícios históricos da arquidiocese.

Mas quem está acostumado com o vício não quer a mudança, então parte para o ataque.

Há uma semana, alguns católicos e padres da elite natalense, insatisfeitos com as modificações de Dom João, pediram que os blogueiros amigos passassem a tentar vincular o arcebispo ao PT.

Depois da dupla dinâmica da blogueiragem, hoje a tarefa de plantar a narrativa num importante portal natalense coube ao homem com nome de apóstolo não convertido e sobrenome que lembra massa italiana.

A disfunção cognitiva da direita segue avançando: depois dos patriotas anti-pátria e dos evangélicos anti-evangelho, agora criaram os católicos (leigos e ordenados) anti-autoridade apostólica.

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