BBC News – A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) surgiu na política em meio às manifestações que acabaram no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016. No ano seguinte, a advogada e empresária se filiou ao partido Novo.
Em 2018, ano de eleições, ela migrou de partido. Foi para o PSL, então sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pelo qual se candidatou ao senado pelo Mato Grosso do Sul como “a senadora do Bolsonaro”.
Mas sua relação com o capitão se rompeu, ainda sem uma razão específica para isso, logo depois, entre 2019 e 2020.
“O não escutar a opinião, esse foi um dos problemas”, afirmou em entrevista à BBC News Brasil em seu gabinete em Brasília.
Soraya disse à repórter Marina Rossi que o bolsonarismo é uma “seita”, e que ela própria foi “vítima do gabiente do ódio”.
“Eu já era antes de romper com eles. Eles são kamikazes, por isso que eu chamo de seita. Na seita você tem que seguir o líder e não pensar.”