Gil Araújo/Saiba Mais – O segmento têxtil potiguar atravessa um momento de expansão e consolidação. Além de representar 4,28% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, o setor vem se apoiando no avanço do mercado interno e, sobretudo, na atuação de mulheres que transformaram pequenas produções domésticas em empresas estruturadas, ocupando novos espaços na cadeia produtiva regional.
Dados da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) apontam que, em 2021, 16,9% dos 51,5 mil empreendimentos têxteis do Brasil estavam localizados na área de abrangência da autarquia, um total de 8.721 negócios. O cenário mostra a força de modelos de venda direta, redes de consultoras e empreendimentos que geram renda e contribuem para a formalização do trabalho.
No Rio Grande do Norte, são 860 empresas atuando no setor e mais de 20 mil empregos diretos, segundo a Federação das Indústrias do RN (FIERN). Entre elas empresas cuja trajetória acompanha a ascensão do empreendedorismo feminino no estado, com costureiras e pequenos ateliês alcançando maior escala e presença de mercado.
Uma marca do Seridó, representada por Fátima Menezes, alcança hoje a produção de até 700 peças por hora e se consolida como referência no setor.
“Quando começamos, o empreendimento era uma pequena confecção com poucos recursos e muitos desafios. O que nos fez crescer foi acreditar no potencial das mulheres e oferecer a elas autonomia por meio do trabalho. Hoje, nosso compromisso continua o mesmo, gerar desenvolvimento, fortalecer a indústria potiguar e mostrar que a costura pode ser um negócio sólido e promissor”, afirma a presidente do grupo.
O desempenho reforça como o investimento em produção local aliado a redes de venda bem articuladas e gestão feminina resulta em impacto econômico significativo.
Entre as representantes está Nilda Ribeiro, que há seis anos trabalha com a revenda e relata uma transformação pessoal e financeira a partir da atividade.
[Continua no site]