Jéssica Alexandrino/DCM – O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, foi questionado nesta quarta-feira (18) sobre se a empresa teria projetado intencionalmente suas plataformas para gerar dependência. O depoimento ocorre no Tribunal Superior da Califórnia, em Los Angeles, em um processo que discute o impacto das redes sociais sobre crianças e adolescentes. É a primeira vez que Zuckerberg responde na Justiça norte-americana diretamente sobre esse tipo de acusação. Com informações do Estadão.

Meta, Snapchat, TikTok e YouTube são citados em uma ação movida por uma jovem de 20 anos, identificada como K.G.M. A autora afirma que desenvolveu ansiedade, depressão e problemas de autoimagem após começar a usar plataformas digitais aos 8 anos de idade.

De acordo com a CNN dos Estados Unidos, Zuckerberg não respondeu quando questionado sobre qual seria sua mensagem aos pais que alegam que seus filhos foram prejudicados pelo uso das redes sociais.

Durante o depoimento, o executivo também foi perguntado sobre o acesso de menores de 13 anos ao Instagram. Embora o aplicativo exija tecnicamente essa idade mínima para cadastro, Zuckerberg declarou que menores “não têm permissão para usar o Instagram”.

O processo sustenta que recursos como rolagem infinita, recomendações algorítmicas, notificações e reprodução automática de vídeos podem induzir ao uso compulsivo. A acusação associa esse padrão a quadros de depressão, ansiedade, distúrbios alimentares e automutilação entre jovens.

Em tribunal, o advogado Mark Lanier afirmou: “Este caso é tão simples quanto ABC. Vício, cérebros, crianças.” Segundo o The New York Times, Lanier utilizou blocos infantis de madeira para ilustrar o argumento e declarou que as empresas “criaram armadilhas”.

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