Guilherme Levorato/Brasil 247 – Em entrevista concedida à TV 247, o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, avaliou os desdobramentos do interrogatório dos réus por tentativa de golpe de Estado no Brasil. A entrevista foi ao ar no contexto do depoimento do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) e delator no processo. Com mais de quarenta anos de atuação no direito penal, Kakay foi enfático: “a prova é absolutamente abundante e independe da delação dele”.

Kakay destacou que, mesmo que a delação de Mauro Cid fosse eventualmente anulada, o impacto sobre o conjunto probatório seria nulo. “Se cair, é ruim para o Mauro Cid, que vai perder os benefícios. Para o processo em si, não tem nenhuma importância”, afirmou. Segundo ele, a denúncia apresentada pelo Ministério Público está sustentada em múltiplos depoimentos e documentos que confirmam a acusação contra Bolsonaro e seus aliados.

O advogado também alertou para a estratégia de alguns defensores de buscar nulidades processuais como forma de postergar o inevitável. Mencionando o caso do general Braga Netto, que está preso preventivamente e solicitou que seu interrogatório não fosse transmitido pela TV Justiça, Kakay foi direto: “o ministro Alexandre [de Moraes] fez muito bem em indeferir, porque você tem que dar o mesmo tratamento. Se Ramagem depõe com transmissão, por que Braga Netto seria diferente?”.

Apesar de afirmar que não gosta de delatores, lembrando que perdeu clientes no Mensalão e na Lava Jato por se recusar a defender colaborações premiadas, Kakay reconheceu a força do depoimento de Mauro Cid. “Foi arrasador, especialmente para o Bolsonaro, quando fala da questão da minuta”, comentou, referindo-se à acusação de que o ex-presidente teria alterado uma minuta de golpe.

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