A CBTU perdeu a paciência e levou Matheus Faustino à Justiça. Motivo? O vereador descobriu que dá mais engajamento acusar uma obra pública de “não servir” do que entender como ela funciona.

O roteiro incluía, claro, a insinuação clássica de influencer político: “sobrou no bolso de alguém”. Provas? Zero. Curtidas? 14 mil. Porque indignação performática sempre vence a realidade no feed.

A CBTU rebateu tudo: as acusações são “graves, infundadas e sabidamente falsas”. A empresa diz que Faustino omitiu dados, distorceu informações e vendeu narrativa política como se fosse denúncia séria.

E não para aí. Ele ainda afirmou que só retomaram a Estação Soledade II graças a um ofício dele — quando, na verdade, a obra parou por rescisão contratual e foi retomada conforme a lei, não conforme o ego.

A estatal nega qualquer omissão: todos os pedidos dele foram respondidos dentro do prazo. Mas, claro, “fui respondido normalmente” não viraliza; “tão de sacanagem com o dinheiro de vocês” viraliza.

Agora, na Justiça, a CBTU pede: retirada dos vídeos, retratação, indenização e o óbvio ululante — que imunidade parlamentar não serve de escudo para quem troca mandato por storytelling.

Porque, no fim, não foi a CBTU que saiu dos trilhos. Foi o vereador — acelerando na contramão da realidade para ver se chegava mais rápido no engajamento.

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