O Potiguar – Paulinho Freire caminha para obter autorização da Câmara para contratar cerca de R$ 1 bilhão em novos empréstimos totalizados, mas, paradoxalmente, a gestão afirma não ter os R$ 110 milhões necessários para concluir o Hospital Municipal de Natal. A solução encontrada foi enviar a vice-prefeita Joana Guerra — indicada por Álvaro Dias — para pedir publicamente o recurso à bancada federal do RN. O movimento funciona como gesto político calculado: ao terceirizar o pedido, Paulinho evidencia que a obra inacabada não é responsabilidade dele, mas um passivo deixado pela gestão anterior.

Enquanto o prefeito abre espaço para um “novo ciclo de obras” financiado por empréstimos de grande porte, como ele mesmo disse em comunicação à câmara, sinaliza simultaneamente que não pretende priorizar o principal empreendimento herdado de Álvaro. Ao colocar Joana Guerra — representante direta do grupo político responsável pela obra — na linha de frente do apelo por recursos, Paulinho reposiciona a narrativa pública e deixa claro que o Hospital Municipal não estará no centro de sua agenda. O gesto, em essência, separa as dívidas: as dele, que receberão novos recursos; e as antigas, que ele faz questão de atribuir ao antecessor.

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