Caíque Lima/DCM – Eduardo Bolsonaro (PL-S) reagiu ao voto do ministro Alexandre de Moraes, que defendeu o recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) para torná-lo réu por coação no curso do processo. O deputado classificou a decisão como uma “continuação da caça às bruxas”, repetindo o termo usado pelo presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, para falar de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O parlamentar diz que o voto é “totalmente inconstitucional”, já que, segundo ele, Moraes atua ao mesmo tempo como vítima e julgador. Ele também criticou o procurador-geral Paulo Gonet, afirmando que ambos agem “em conluio” em um “jogo de cartas marcadas”. Para o deputado, o processo é parte de uma perseguição política.
“Não fui oficialmente citado, por mais que seja notório que eu esteja residindo em local certo e sabido pelas autoridades americanas. Moraes fala que está aceitando denúncia por coação por ato praticado pelo presidente Trump, fora da jurisdição brasileira, e um ato lícito, uma vez que a Lei Magnitsky é, por óbvio, uma lei aprovada pelo Congresso americano”, disse à coluna de Paulo Cappelli no Metrópoles.
O parlamentar voltou a negar que tenha atuado para influenciar o julgamento do pai, alegando que seu objetivo era punir autoridades que teriam cometido abusos. “Tampouco, o meu trabalho objetivava a absolvição do meu pai, visto que não espero nenhuma decisão justa vinda de um tribunal de exceção e inquisitório. Assim, a minha energia sempre se voltou para levar consequências aos notórios abusos e violações de direitos humanos cometidos por Moraes”, prosseguiu.
O deputado também associou o caso às eleições de 2026. Ele acusou Moraes de tentar retirá-lo da disputa para o Senado. Segundo Eduardo, não há “qualquer indício do cometimento do crime de coação”, e o processo revelaria “a perseguição política” contra aqueles que exercem o que chamou de “diplomacia legislativa internacional”.
Ele afirmou que a suposta tentativa de tirá-lo do pleito poderia atingir outros nomes fortes da oposição. “Moraes quer me tirar da eleição de 2026, no tapetão, e isso ocorrerá com qualquer candidato favorito ao Senado que ele enxergue como opositor”, disse.
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