Hugo Manso, cujo legado progressista dispensa apresentações, escreveu um artigo para o Portal Saiba Mais, republicado aqui no blog, analisando a conjuntura da esquerda para as eleições de 2024.
Hugo fez uma breve análise sobre as perspectivas da esquerda para 2024, concluindo, em linhas gerais, que teremos candidatos próprios nos principais municípios do RN e que provavelmente obteremos mais sucesso do que em 2020.
Isso porque em 2024 temos a sintonia entre os governos Fátima e Lula, algo que o PT nunca teve no Estado, ao que acrescento os dois deputados federais e os três estaduais, além de prefeitos de grandes cidades como São Gonçalo e Currais Novos, o que, em conjunto, também nunca tivemos.
Concordo com a análise do companheiro, optando apenas por fazer uma observação: precisamos transformar essa tese em realidade concreta.
Quem anda pelos interiores do RN percebe que, a despeito da aprovação do presidente Lula, há uma rejeição à esquerda que não pode ser desconsiderada.
Como se não bastasse, “em nome da governabilidade”, especialmente após a “guerra do ICMS”, estamos cada vez mais cedendo espaço aos “aliados” do centrão.
Apesar da conjuntura favorável em tese, e das candidaturas próprias nos principais municípios, se não tomarmos cuidado, seremos arrasados pelos “aliados”, que aumentarão o poder de barganha para nos chantagear nas “amplas alianças” que haverão de ser feitas em 2026.
Se é verdade que, em tese, a esquerda vive sua melhor conjuntura política da história do RN, é verdade também que hoje não é possível saber, com certeza, se isso se reflete no plano concreto.
Em 2024, precisamos entrar para vencer. Ocupar todos os espaços que pudermos ocupar.
Em outubro próximo saberemos se vivemos, de fato, a melhor conjuntura da história para a esquerda potiguar, ou se apenas tivemos um sonho.