O Governo do Estado emitiu uma nota sobre a ocupação do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) em um prédio público abandonado há 12 anos na Avenida Deodoro da Fonseca, em Natal.
A nota explica que a reação resulta de um atraso nos repasses do programa Pró-Moradia ainda no Governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Confira a nota:
“O Governo do Estado aguarda tramitação de processo na Caixa Econômica Federal para dar continuidade ao Pró-Moradia, e iniciar a construção das casas em um terreno localizado no bairro Planalto, em Natal, que corresponde a um dos contratos da ação. O programa foi interrompido porque a gestão anterior do governo federal deixou de efetuar os repasses financeiros previstos, afetando diretamente o cumprimento dos prazos firmados com movimentos sociais como o MLB e Prefeitura de Natal.
(…)
O Governo do RN chegou a antecipar sua contrapartida na execução das obras do Pró-Moradia, no estado, enquanto atuava para que gestão federal cumprisse o contrato e liberasse os recursos. O entrave gerado pela gestão federal anterior trouxe efeito direto ao custo final de cada imóvel, incidindo no aumento do valor final das unidades”.
O que a nota não diz, em razão da “ética institucional”, é que os recursos não vieram porque Rogério Pesadíssimo Marinho, então Chefe do MDR, ao qual está vinculado o Pró-Moradia, sentou em cima dos valores que seriam destinados para o Estado, impedindo que viessem.
Se é verdade que Rogério foi um dos ministros que mais destinou recursos ao RN, é verdade também que a destinação foi seletiva e eleitoreira.
Se por um lado “aloprou” nos asfaltos para prefeitos amigos, cujo custeio foi altamente contestado, é verdade também que brecou recursos destinados à população mais pobre, com o intuito de prejudicar eleitoralmente os adversários da esquerda.
Apesar de toda essa destinação seletiva e contestável de recursos públicos, Rogério ainda teria perdido para um poste se tivesse disputado apenas contra ele.
Afinal, é PESADÍSSIMO.