Não sou imparcial. E não o sou pelo simples fato de que ninguém o é. Apenas o digo expressamente.

Sou de esquerda, defendo a democracia e a política popular.

Mas, dentro da esquerda, sou pragmático.

Acredito que devemos discutir sobre como deve ser a política, mas, na disputa de espaços, devemos levar em consideração como ela efetivamente é.

A personificação deste raciocínio, para mim, é Lula.

Lula é de esquerda, mas, para conquistar espaço para a esquerda, teve de se tornar mais amplo e abrangente.

Foi essa postura de Lula que possibilitou que o PT conquistasse cinco mandatos presidenciais, e, em razão disso, a esquerda e os movimentos sociais se fortalecessem e ocupassem espaços de uma forma nunca antes vista na história do país.

Foi o pragmatismo dele que possibilitou o fortalecimento da esquerda mais “ortodoxa”, inclusive da parcela que o crítica por não ser tão “ortodoxo”.

Lula deve ser a inspiração de Natália em 2024, na disputa pela Prefeitura de Natal, nunca vencida pela esquerda neste século.

É preciso compreender a política como ela é, bem como a importância dos diversos personagens envolvidos, inclusive aqueles dos quais não gostamos.

Por orgulho, o PT perdeu a disputa de 1996.

Agora, após quase 30 anos de sucessivas derrotas em Natal, o mesmo erro não pode ser cometido.

É preciso ganhar. É preciso ocupar espaços, ainda que tenhamos de dar um passo para trás, para dar dois para frente, como teria dito, inclusive, o maior líder revolucionário da história.

É preciso que o “Sorriso que Abarca o Mundo” abarque efetivamente Natal.

É preciso que Natália continue fazendo história, como está destinada a fazer.

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