ICL Notícias – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no domingo (9) que o governo pagará US$ 2 mil (cerca de R$ 10,6 mil) a cada cidadão americano, com exceção dos de alta renda, como compensação pelos impactos das tarifas impostas a produtos estrangeiros. O anúncio foi feito em uma publicação na rede social Truth Social, onde Trump defendeu sua política tarifária e classificou seus críticos como “tolos”.
“As pessoas que são contra as tarifas são TOLAS! Agora somos o país mais rico e mais respeitado do mundo, com quase nenhuma inflação e um mercado de ações em nível recorde. Os 401(k) estão no nível mais alto da história. Estamos arrecadando trilhões de dólares e em breve começaremos a pagar nossa ENORME DÍVIDA, de US$ 37 trilhões. Há investimento recorde nos Estados Unidos, com fábricas e plantas sendo construídas por toda parte. Um dividendo de pelo menos US$ 2.000 por pessoa (excluindo pessoas de alta renda!) será pago a todos”, escreveu o presidente.
A medida, de forte apelo populista, ocorre em um momento de pressão política e econômica. Na última semana, juízes da Suprema Corte dos EUA questionaram a legalidade das tarifas aplicadas por Trump, que baseou suas ações em uma lei de 1977 destinada a situações emergenciais. Magistrados conservadores e liberais demonstraram dúvidas sobre se o presidente teria extrapolado suas atribuições, invadindo prerrogativas do Congresso.
Trump e o acordo para pôr fim à paralisação mais longa da história
Enquanto o debate sobre tarifas e legalidade econômica domina o cenário nacional, o país também vive os efeitos da mais longa paralisação do governo (shutdown) de sua história. Após cinco semanas de impasse, senadores democratas e republicanos chegaram, na noite deste domingo, a um acordo preliminar para reabrir o governo federal, que impediram a divulgação de dados macroeconômicos importantes, como de inflação e emprego.
Em uma votação preliminar, a primeira de uma série de etapas processuais obrigatórias, o Senado aprovou por 60 votos a 40 o avanço de uma legislação de compromisso que garante o financiamento do governo e prevê uma votação posterior sobre a extensão dos créditos fiscais da Lei de Cuidados Acessíveis (Affordable Care Act), que expiram em 1º de janeiro. A votação final sobre a proposta ainda pode levar alguns dias para ocorrer.
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