A campanha presidencial hoje polarizada entre Bolsonaro e Lula está carente de propostas de ideias. Agendas de costume e acusações mútuas ocupam a maior parte do debate.

Fala-se em fascismo, fala-se em corrupção. Mas o que os dois propõem para a economia?

Bolsonaro não trata de temas econômicos, como já fazia em 2018, quando delegava o assunto a seu ministro Paulo Guedes. Se formos tirar o plano de Bolsonaro das declarações de Guedes, veremos que a intenção é de não mudar nada. Guedes vive num país onde a economia vai muito bem, segundo o que tem declarado.

Os 33 milhões de brasileiros em situação de fome têm tudo para discordar.

Já no campo do lulismo, as únicas propostas de mudança até agora veiculadas extra-oficialmente dão conta da revisão do teto de gastos e da reforma trabalhista. Medidas importantes mas inócuas se for mantida a atual política econômica.

E manter os pilares da atual política econômica parece ser a intenção da cúpula petista. Sua presidente, Gleisi Hoffmann, inclusive já declarou que pretende reconduzir o atual presidente do Banco Central, Robertos Campos.

Enquanto milhões passam fome no país, a realidade econômica parece estar satisfatória para os principais candidatos à Presidência. A população espera e merece mais que isso.

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